Emenda aprovada pode desproteger todos os rios brasileiros, uma vez que qualquer rio pode se tornar intermitente diante da erosão, do desmatamento e da mudança climática. (© Daniel Beltrá / Greenpeace)
A aprovação, ontem, da emenda ao Código Florestal que retira a proteção de rios intermitentes
causou espanto em ambientalistas e até em setores do próprio governo,
que, acuado, se aticulou para conseguir suspender a sessão marcada para a
manhã dessa quinta-feira, prevista para continuar a votação dos
destaques. Especialistas, entretanto, não poupam críticas à atitude da
presidente Dilma Rousseff durante o processo, e responsabiliza seu
governo por ter deixado o embate chegar a esse ponto.
Segundo comentário de hoje de Sérgio Abranches na Rádio CBN,
90% das emendas apresentadas à Medida Provisória da presidente Dilma
são absurdas. “Nenhuma delas tem fundamentação técnica. Mas tudo isso
deriva de um erro político grave do governo, que deixou o projeto de
mudança do Código Florestal prosperar, contra a opinião da comunidade
científica inteira, contra a opinião de órgãos técnicos do governo, como a Agência Nacional de Águas (ANA). Um projeto contrário à política ambiental do governo, e que fere a Constituição.”
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