Entendendo os pesadelos infantis
Participação dos pais e imposição de rotina à criança são primordiais no tratamento de transtorno.
Para resolver o problema, a participação dos pais é o quesito mais importante, diz a psicóloga Maria Cristina Capobianco. Primeiro, é preciso minimizar fatores agravantes, como irregularidades na hora de ir para a cama e de despertar e dieta à base de alimentos condimentados ou gordurosos.
É aconselhável não gritar com as crianças durante a crise ou acordá-las rapidamente. Caso contrário, o que duraria cerca de 15 segundos pode demorar a passar. “Se os pais estão dispostos a ouvir os relatos sem apavorar-se ou desvalorizá-los, estarão escutando o inconsciente da criança, que obviamente está trazendo algum apelo”, afirma a psicoterapeuta.
Outro recurso que os pais podem usar para ajudar a criança a lidar com o problema é a montagem de uma espécie de peça de teatro com a história do pesadelo. “A criança pode ser o monstro, os pais outra figura. E todos podem inventar um novo desenlace para a trama. Isso devolverá à criança seus poderes mágicos para lutar contra esses bichos assustadores”, explica Maria Cristina. Com bebês, a orientação é segurá-los nos braços, conversando calmamente ou cantando até que a sensação de terror diminua.
Como fazer a criança dormir?
Nos casos em que as tentativas dos pais não funcionam, a participação de um psicólogo pode ser eficaz para que a criança não se sinta ameaçada e fragilizada diante das dificuldades.
Em quadros graves, o uso de antidepressivos tricíclicos e benzodiazepinas (diazepam) podem ser recomendados. Porém, pelo resultado desses medicamentos não ser garantido, os especialistas evitam essa opção o máximo.
Os pesadelos podem indicar dificuldades na dinâmica familiar. Crianças que presenciaram ou foram vítimas diretas de situações de violência doméstica, tiveram perdas de pessoas significativas ou sofreram abusos sexuais, entre outros traumas, podem apresentar uma intensificação dos sonhos ruins. Esse é um sinal de que a experiência vivida ainda precisa ser trabalhada.
O terror noturno ainda pode ser desencadeado por situações estressantes, como mudança de escola, separação dos pais, perda de um bicho de estimação, briga com um irmão e dor de crescimento.
As consequências do terror noturno são sofrimento e angústia para a criança, além de possível desenvolvimento de insônia precoce. Medo de ficar no escuro, dormir sozinho e sonhar são outros problemas trazidos pelo distúrbio.
Fonte: Portal Minha Vida

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